quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Fibroedema gelóide


Popularmente conhecido como celulite. Contudo, o termo não é considerado correto, pois a terminação ‘ite’ significa inflamação, algo que não acontece no fibroedema gelóide. De qualquer maneira, o termo, por tempo de uso, pode ser utilizado no meio médico.
Segundo Guirro e Guirro (2002), durante o processo celulítico ocorre uma modificação da substância fundamental amorfa do tecido conjuntivo, produzindo uma reação fibrótica consecutiva que, em graus mais avançados, pode evoluir para esclerose. Em decorrência dessas alterações, ocorre uma compressão contínua dos elementos do tecido conjuntivo, entre eles, terminações nervosas.
O quadro histopatológico compreende-se, facilmente, a aparência nodulosa inestética na epiderme, diminuição por aderência tecidual aos planos mais profundos e a presença de dor à palpação desproporcional à pressão exercida ou mesmo sem motivo externo.

1.1 tipos
  • FEG flácido é a forma mais importante e freqüente, não exercendo pressão demasiadamente forte sobre vasos e nervos.
  • FEG duro apresenta formas rígidas, compactas e sem mobilidade. Esta forma caracteriza-se por impossibilidade de deslizar os planos superficiais da pele sobre os planos profundos, além de ser maior a sensibilidade dolorosa quando provocada.
  • FEG brando é quando não há aumento da sensibilidade dolorosa.
  • No FEG moderado, há um aumento da sensibilidade dolorosa.
  • No FEG grave, a sensibilidade dolorosa está bastante aumentada.

1.2 Curiosidades
  • Com o passar da idade, razões de ordens endógena e exógena, podem estabelecer condições de agravamento e expansão, tanto dos estados de obesidade quanto do FEG.
  • Existe uma tendência genética ao desenvolvimento do FEG, tendo sido encontrado um número considerável de pacientes que possuem antecedentes familiares com FEG.
  • As pacientes com FEG têm uma tendência a apresentar sinais, como microvarizes e telangiectasias, por tentativa de revascularização superficial em decorrência de fragilidade capilar.
  • Vários fatores endócrino-metabólicos, como diabetes e disfunção hormonal (principalmente do estrógeno), podem modificar o equilíbrio das proteoglicanas e glicosaminoglicanas, hormônios essenciais na fisiopatologia do FEG.
  • Perturbações emocionais levam a um aumento de catecolaminas que, em altas concentrações, estimulam a lipogênese, causando um excesso da gordura corporal, que tem um papel importante na formação do FEG.
  • A relação da gravidez com o FEG está associada com um aumento em certos níveis hormonais e, além disso, o próprio útero gravídico atua como uma barreira mecânica para retorno venoso, aumentando a estase circulatória.
  • É evidente a relação dos hormônios esteróides femininos, principalmente o estrógeno, com o FEG. Por esse motivo, o FEG é mais comum no sexo feminino e costuma aparecer logo após a puberdade, período em que os hormônios femininos passam a ser produzidos em maior quantidade.
  • As regiões mais afetadas pelo FEG, em geral, são aquelas em que ocorre obesidade na mulher, as chamadas regiões ginecóides. São elas: quadril, nádegas, coxas e, em alguns casos, pernas.
  • A associação do FEG com a flacidez muscular é um fato importante e decorrente da vida sedentária ou a prática de exercícios leves, que não são suficientes para obter um aumento e manutenção da massa muscular. Dessa maneira, a gordura corporal não é eliminada, formando uma camada sobre a pele, o FEG.

A fisioterapia dermato-funcional atua em seu tratamento utilizando recursos como drenagem linfática, ultra-som, endermologia e eletroterapia que possuem maior eficácia quando combinados.
É necessário, ainda, combinar o tratamento fisioterapeutico com uma dieta equilibrada, atividade física regular e, em alguns casos, o acompanhamento de um endocrinologista.

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